Não tem como não estar com o coração transbordando de gratidão num dia como hoje. A nota pouco importa agora, e se não foi boa, semana que vem eu fico sabendo e estudo mais para passar, porque milagres não costumam acontecer quando o assunto é estudo. Mas estudar madrugada adentro e ser acordada por um gongo invisível exatamente a tempo de chegar para a primeira prova do dia NÃO TEM PREÇO. Daí você capota no colchão depois da segunda prova e dorme por umas três horas; acorda com a cara amassada, faz uma salada de frutas gigante, come e parte para a biblioteca. O sono bate, dá aquele pulo na Pastoral para encher a barriga de café e quando retorna tem... MÚSICA AO VIVO. Então você senta meio tímida num sofazinho ali perto das cadeiras para os convidados, fecha os olhos e viaja entre bosques úmidos sob uma garoa fina, corre até um vale solitário, abraça uma árvore e encosta nela feito um pedaço de geleia jogado na parede que escorre até cair no chão enquanto um fio de luz chega em seu rosto para lhe fazer pensar que o amanhecer será mais feliz do que o cansaço dos últimos dias. Na música seguinte, sorri, levanta e bate palmas - veementemente - com todos de pé. Pega o netbook, o celular e se prepara para mais uma noite que só terminará amanhã depois da última prova desse ciclo.
É muito provável que eu não mereça, mas me orgulho muito de ser mais uma filha da PUC e ter a oportunidade de ser um brotinho dela.
