Episódios que eu "adoooooro" protagonizar: trancar a chave do carro e da casa dentro dele quando saio pela porta do passageiro e mandar o restinho do meu limite do cartão para o espaço. Se a medicina não der certo, serei chaveira e vou ganhar o dia em 20 segundos. Eu sou desligada mesmo, vivo no mundo da lua, pensando em um milhão de coisas e por alguns segundos viajando naquele espaço branco que aparece na mente quando todo o restante se foi num filminho caótico: relaxo e faço o que tenho de fazer.
sábado, 26 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
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Intenso é aquilo que se vive sem chance de voltar atrás. É quando a única alternativa de si mesmo é uma versão espectral em sua condição mais primitiva. Intenso é quando se aposta tudo, mesmo que o medo atravesse a alma; é deixar o coração bater até que as fibras se rompam - e elas se rompem. Aí você deixa de viver por um tempo. Naturalmente os dias regeneram o que se perdeu numa forma mais resistente e o ciclo se renova até que duas almas se consumam num fogo eterno de corpos que crepitam ao ardente toque dos dedos, dos lábios, dos beijos incontinentes...
Encontrei hoje à noite num baú onde guardo minhas lembranças mais antigas uma chave forjada no fogo mais puro da inocência de dias que não voltam mais. Cravei-a no peito, girei; me senti mais segura assim...
Depois de muito vasculhar as lendas antigas, encontrei o mapa da floresta perdida e por lá me aventurei a jogar a chave nas profundezas da montanha solitária para ser encontrada somente por aquele que tiver coragem de enfrentar o frio do caminho e correr o risco de sair com as mãos vazias.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
À noite
Chorar não é vergonha
Quando a paixão se vai embora
É ser vulnerável, acessível, sensível...
É o avesso da face risonha de outrora...
Quando a paixão se vai embora
É ser vulnerável, acessível, sensível...
É o avesso da face risonha de outrora...
Caminhada
Se fosse premiada com um pouco mais de imaginação, poderia ter visto as lâminas brilhando no corte do vento. A noite estava fria depois de um dia vivido intensamente, as pernas pesavam toneladas, os dedos cianóticos...
Deram-nos uma pequena vela.
Depois de entrar na mata, aquela chama miudinha era capaz de iluminar o caminho esorregadio e nos permitia andar. Mas para andarmos com segurança, era necessário não olhar diretamente para a luz, mas para o chão e não olhar para a própria luz, mas para a do companheiro que ia um pouco adiante. No silêncio das vozes, somente com o som do farfalhar das folhas e dos galhos quebrando nos pés, eu pude sentir que aquela caminhada era um exercício de humildade, como devemos caminhar em nossa vida no dia-a-dia. Toda vez que eu olhava para minha própria luz, eu me sentia cega, assim como quando olhamos para nós mesmos com orgulho e vaidade e não conseguimos ver nada ao redor - nem nosso próprio caminho. Mas quando nos deixamos encantar e conduzir por outras luzes que não as nossas, por chamas muitas vezes mais brilhantes, somos guiados por um caminho seguro a um destino maior.
Em certos momentos, a lua iluminou mais do que nossas velas e isso me fez pensar que o meio em que estamos, a graça de estarmos numa ótima faculdade, fazendo o curso com o qual sonhamos é muito maior do que nós mesmos, é uma grande corrente de pessoas que vivem e viveram, que deram suas vidas, que trabalharam e ainda trabalham arduamente para que nós possamos usufruir disso hoje. Os fabricantes das barracas, das velas, das nossas roupas, as pessoas que cuidam daquele local para mantê-lo como um pedacinho do paraíso para que eventos como o ACAMPUC aconteçam, os pastoralistas, os monitores (tão estudantes e tão ocupados como quaisquer outros de nós que estivemos acampando)... Muitas pessoas são necessárias para que nós simplesmente caminhemos. Depois de perceber tudo isso, mais do que falta de fé, é um ato de extrema ignorância não ser grato a tudo e a todos, sobretudo a Alguém Maior. Alguém que eu costumo chamar de Deus, amar como a um Pai e tê-lo como um Amigo.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Às vezes cansa, sabe... Essa coisa de sentar num banco imaginário de uma praça que também não existe e ficar observando as histórias alheias enquanto os dias vão se acumulando atrás dos olhos. Aprende-se com isso? Claro que algo se aprende. Mas é triste assoprar dente de leão sozinha no parque; sentir-se fora do tempo, atraída por valores e situações que parecem não fazer o mínimo sentido para grande parte das pessoas. Dói ver os dias escorrendo entre os dedos feito um sorvete num dia quente enquanto a gente capricha no ritual para encará-los sempre com um sorriso sincero no rosto. Queixa? Não. Só precisava compartilhar mesmo...
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Dia de sol :)
Uma parte de mim diz
Que já chegou o verão
Outra, que deveras não...
Outra, que o tempo é piegas
E tantas outras que deixam
O espírito ora em agonia
Ora em festa!
É tanta confusão, que...
Nada mais importa
Nem o que se diz
Se basta ser um pouco
Torta para ser demais feliz.
Que já chegou o verão
Outra, que deveras não...
Outra, que o tempo é piegas
E tantas outras que deixam
O espírito ora em agonia
Ora em festa!
É tanta confusão, que...
Nada mais importa
Nem o que se diz
Se basta ser um pouco
Torta para ser demais feliz.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Consolo
Alguém sabe
Se por um acaso
Num pequeno vaso
Plantou-se o amor?
Porque no mar
Eu já andei, quem
Amar lá não achei:
Só um pouco de calor...
Alguém sabe
O que é que faço
Com o coração feito um bagaço
No compasso do tambor?
Sim, querida:
Dance como sempre
Balance com vigor
E a vida trar-te-á
Dias belos quando for
Como toda primavera
Traz beleza à flor
Se por um acaso
Num pequeno vaso
Plantou-se o amor?
Porque no mar
Eu já andei, quem
Amar lá não achei:
Só um pouco de calor...
Alguém sabe
O que é que faço
Com o coração feito um bagaço
No compasso do tambor?
Sim, querida:
Dance como sempre
Balance com vigor
E a vida trar-te-á
Dias belos quando for
Como toda primavera
Traz beleza à flor
Eufêmico jeito de dizer...
domingo, 6 de outubro de 2013
Catarse
Queria uma máquina do tempo para fazê-lo parar e não ver meus dias idos com um pesar escondido atrás dos olhos.
Queria uma máquina do tempo para acelerar flashs que insistem em visitar a memória quando eu fecho os olhos, para fazer deles tão rápidos quanto uma ilusão de óptica.
Queria uma máquina do tempo para sumir em alguma dimensão e voltar aqui quando tudo estivesse diferente, distante das lágrimas que temperam amargamente o silêncio gritante dos minutos que não passam nessa noite fria.
Queria uma máquina do tempo para fazer dos meus cochilos sonos indefinidamente longos, já que as noites longas fogem de mim incansavelmente.
Queria uma máquina do tempo para acelerar flashs que insistem em visitar a memória quando eu fecho os olhos, para fazer deles tão rápidos quanto uma ilusão de óptica.
Queria uma máquina do tempo para sumir em alguma dimensão e voltar aqui quando tudo estivesse diferente, distante das lágrimas que temperam amargamente o silêncio gritante dos minutos que não passam nessa noite fria.
Queria uma máquina do tempo para fazer dos meus cochilos sonos indefinidamente longos, já que as noites longas fogem de mim incansavelmente.
Infeliz involuntariedade
O sorriso das crianças é capaz de nos fazer esquecer de certos motivos para chorar. Mas quando elas vão embora, resta apenas nossa escuridão interior e a necessidade de dormir - tudo o que o corpo cansado de uma noite em pranto deseja, mas não pode ter, porque o frio que vem de dentro não deixa.
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