terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Em dias como hoje... Umas ficam de TPM**, outras de DPM**, eu encarno o ELPM***
O canto do pássaro
Abriga a saudade
O canto do galo,
o dia invade
No canto dos olhos:
o tempo
No canto da sala
Lembranças...
No canto do peito
Um vazio
Que é seu.

*Tensão-PM
**Depressão-PM
***Eu lírico-PM

Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
(...)
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pelos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os dias passaram, correram chocalhando a esperança num pé e o desalento no outro. Deslizaram feito criança ladeira abaixo em cima da bicicleta. Os dias passaram e se empilharam na velha estante de livros da minha avó; levaram consigo minha alegria, deixaram-me só. Sabe esse sorriso? Estampado! Feito estampa de camisa, para esconder o pano liso e sem-graça atrás de si. O motivo? Na cara, mas se perguntarem eu nego! É segredo.  
Cansei...

Vou rir de tanto chorar. E ainda dizer que choro de tanto rir. Se é esse o preço que se paga por sentir... Vá, que não é tão alto! Água e sal numa fronha cor-de-rosa nem se compara a lágrimas de solidão de uma criança.
Pobres das crianças grandes...
Ela parou de sofrer, de chorar... de sentir!
Tornou-se uma bela estátua de porcelana com quem os turistas tiram foto ao adentrar o jardim. 
Poucos sabem que o chafariz ali logo ao lado é alimentado pela água das entranhas dessa terra que abriga tantos sentimentos... Mas os mais sensíveis perceberão o perfume que exala das pétalas esquecidas pelo tempo e talvez decidam pagar pelo terreno e ali morar. Desfrutar por dias sem fim do gozo simples de compartilhar com o vento a riqueza que somente olhos pobres veem.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Abby ♥ Travis

A luz daqueles olhos verdes quando me fitavam suavemente equilibrando-se sobre a linha tênue entre os limites do desejo e da adoração pareciam o reflexo do cometa Halley em vagas tranquilas dum mar desconhecido.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

♥ FELIZ !

Não tem como não estar com o coração transbordando de gratidão num dia como hoje. A nota pouco importa agora, e se não foi boa, semana que vem eu fico sabendo e estudo mais para passar, porque milagres não costumam acontecer quando o assunto é estudo. Mas estudar madrugada adentro e ser acordada por um gongo invisível exatamente a tempo de chegar para a primeira prova do dia NÃO TEM PREÇO. Daí você capota no colchão depois da segunda prova e dorme por umas três horas; acorda com a cara amassada, faz uma salada de frutas gigante, come e parte para a biblioteca. O sono bate, dá aquele pulo na Pastoral para encher a barriga de café e quando retorna tem... MÚSICA AO VIVO. Então você senta meio tímida num sofazinho ali perto das cadeiras para os convidados, fecha os olhos e viaja entre bosques úmidos sob uma garoa fina, corre até um vale solitário, abraça uma árvore e encosta nela feito um pedaço de geleia jogado na parede que escorre até cair no chão enquanto um fio de luz chega em seu rosto para lhe fazer pensar que o amanhecer será mais feliz do que o cansaço dos últimos dias. Na música seguinte, sorri, levanta e bate palmas - veementemente - com todos de pé. Pega o netbook, o celular e se prepara para mais uma noite que só terminará amanhã depois da última prova desse ciclo. 
É muito provável que eu não mereça, mas me orgulho muito de ser mais uma filha da PUC e ter a oportunidade de ser um brotinho dela. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Havanna

Esse tom róseo meio sustenido dum crepúsculo discreto atravessa-me como uma faca dilacerando – cegando-me – quando fecho os olhos e suspiro os seus escorrendo a cor de mel adocicando minha boca.

sábado, 16 de novembro de 2013

Depois de um tempo em silêncio

O cultivo de certos prazeres da alma nos levam a uma solidão quase completa e quão grande é a alegria quando encontramos criaturas que buscam o mesmo que nós. Pode ser que facilmente a paixão tome conta de um dos corações sem que o outro se dê conta e ambos acabam por padecer de algo inexplicavelmente doloroso. Mas Deus está sempre agindo para que seus filhos tenham um sorriso sincero nos lábios, gratos a Ele pelos dias de suas vidas, por realizações grandes e pequenas, por conquistas e até derrotas – pois com estas sempre vem grandes ensinamentos. E eu agradeço a Deus por poder ver Seu Amor agindo na vida de pessoas queridas.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Algumas pessoas passam por nossas vidas e não deixam nem a lembrança de seus nomes, sequer o vislumbre de seu sorriso. Outras encontram um jardim em nossa alma e se vão sem deixar uma muda sequer do que havia antes. Mas poucas - talvez uma só - nos encontram num estado lastimável e sem saber reacendem a luz dos nossos olhos com a leveza de quem deslisa os pés no salão numa bela valsa embalando o coração somente com o anúncio de chegar...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ao passo
Que as coisas andam:
Descompasso.
Pago pelo bem
E pelo mal que faço
Seres humanos?
Precisam dum laço:
No peito...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

You know... Sometimes our eyes become brighter into others eyes and much better than behind a mirror.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013



Deus não nos tira um bem

Ele nos livra de um mal

Duma forma tão sutil

E sem igual...

Sinceramente...

Alguém cujo sorriso brota feito erva daninha regada por lágrimas alheias não é nem de longe uma pessoa que eu gostaria de ter por perto.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

No verde

A indiferença é algo que me causa ânsia de vômito. Ainda mais quando sou eu a executá-la. Algo nasceu em mim para transbordar e ser indiferente a ela é humanamente impossível.

domingo, 3 de novembro de 2013

¬¬

Tem gente que nasceu com vocação para Brás Cubas: é defunta na autoria da própria história e passa toda a existência sem perceber que tem um corpo para viver e um mundo inteiro para contemplar.

sábado, 26 de outubro de 2013

O dia do ENEM tem algo que me assusta...

Episódios que eu "adoooooro" protagonizar: trancar a chave do carro e da casa dentro dele quando saio pela porta do passageiro e mandar o restinho do meu limite do cartão para o espaço. Se a medicina não der certo, serei chaveira e vou ganhar o dia em 20 segundos. Eu sou desligada mesmo, vivo no mundo da lua, pensando em um milhão de coisas e por alguns segundos viajando naquele espaço branco que aparece na mente quando todo o restante se foi num filminho caótico: relaxo e faço o que tenho de fazer.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

.


Intenso é aquilo que se vive sem chance de voltar atrás. É quando a única alternativa de si mesmo é uma versão espectral em sua condição mais primitiva. Intenso é quando se aposta tudo, mesmo que o medo atravesse a alma; é deixar o coração bater até que as fibras se rompam - e elas se rompem. Aí você deixa de viver por um tempo. Naturalmente os dias regeneram o que se perdeu numa forma mais resistente e o ciclo se renova até que duas almas se consumam num fogo eterno de corpos que crepitam ao ardente toque dos dedos, dos lábios, dos beijos incontinentes...  
Encontrei hoje à noite num baú onde guardo minhas lembranças mais antigas uma chave forjada no fogo mais puro da inocência de dias que não voltam mais. Cravei-a no peito, girei; me senti mais segura assim... 
Depois de muito vasculhar as lendas antigas, encontrei o mapa da floresta perdida e por lá me aventurei a jogar a chave nas profundezas da montanha solitária para ser encontrada somente por aquele que tiver coragem de enfrentar o frio do caminho e correr o risco de sair com as mãos vazias. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

À noite

Chorar não é vergonha
Quando a paixão se vai embora
É ser vulnerável, acessível, sensível...
É o avesso da face risonha de outrora...

Caminhada

Se fosse premiada com um pouco mais de imaginação, poderia ter visto as lâminas brilhando no corte do vento. A noite estava fria depois de um dia vivido intensamente, as pernas pesavam toneladas, os dedos cianóticos...
Deram-nos uma pequena vela.
Depois de entrar na mata, aquela chama miudinha era capaz de iluminar o caminho esorregadio e nos permitia andar. Mas para andarmos com segurança, era necessário não olhar diretamente para a luz, mas para o chão e não olhar para a própria luz, mas para a do companheiro que ia um pouco adiante. No silêncio das vozes, somente com o som do farfalhar das folhas e dos galhos quebrando nos pés, eu pude sentir que aquela caminhada era um exercício de humildade, como devemos caminhar em nossa vida no dia-a-dia. Toda vez que eu olhava para minha própria luz, eu me sentia cega, assim como quando olhamos para nós mesmos com orgulho e vaidade e não conseguimos ver nada ao redor - nem nosso próprio caminho. Mas quando nos deixamos encantar e conduzir por outras luzes que não as nossas, por chamas muitas vezes mais brilhantes, somos guiados por um caminho seguro a um destino maior.
Em certos momentos, a lua iluminou mais do que nossas velas e isso me fez pensar que o meio em que estamos, a graça de estarmos numa ótima faculdade, fazendo o curso com o qual sonhamos é muito maior do que nós mesmos, é uma grande corrente de pessoas que vivem e viveram, que deram suas vidas, que trabalharam e ainda trabalham arduamente para que nós possamos usufruir disso hoje. Os fabricantes das barracas, das velas, das nossas roupas, as pessoas que cuidam daquele local para mantê-lo como um pedacinho do paraíso para que eventos como o ACAMPUC aconteçam, os pastoralistas, os monitores (tão estudantes e tão ocupados como quaisquer outros de nós que estivemos acampando)... Muitas pessoas são necessárias para que nós simplesmente caminhemos. Depois de perceber tudo isso, mais do que falta de fé, é um ato de extrema ignorância não ser grato a tudo e a todos, sobretudo a Alguém Maior. Alguém que eu costumo chamar de Deus, amar como a um Pai e tê-lo como um Amigo.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013


Às vezes cansa, sabe... Essa coisa de sentar num banco imaginário de uma praça que também não existe e ficar observando as histórias alheias enquanto os dias vão se acumulando atrás dos olhos. Aprende-se com isso? Claro que algo se aprende. Mas é triste assoprar dente de leão sozinha no parque; sentir-se fora do tempo, atraída por valores e situações que parecem não fazer o mínimo sentido para grande parte das pessoas. Dói ver os dias escorrendo entre os dedos feito um sorvete num dia quente enquanto a gente capricha no ritual para encará-los sempre com um sorriso sincero no rosto. Queixa? Não. Só precisava compartilhar mesmo...  

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nem todo botão floresce na primavera...
Das flores que neste ano não vem
Talvez o amor seja só uma delas...
Numa próxima estação, que não esta
Lá me encontrará c'alma faceira
Serei novamente sua por inteira
Com meu coração todo em festa.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dia de sol :)

Uma parte de mim diz
Que já chegou o verão
Outra, que deveras não...
Outra, que o tempo é piegas
E tantas outras que deixam
O espírito ora em agonia
Ora em festa!
É tanta confusão, que...
Nada mais importa
Nem o que se diz
Se basta ser um pouco
Torta para ser demais feliz.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Consolo

Alguém sabe
Se por um acaso
Num pequeno vaso
Plantou-se o amor?

Porque no mar
Eu já andei, quem
Amar lá não achei:
Só um pouco de calor...

Alguém sabe
O que é que faço
Com o coração feito um bagaço
No compasso do tambor?

Sim, querida:
Dance como sempre
Balance com vigor
E a vida trar-te-á
Dias belos quando for
Como toda primavera
Traz beleza à flor

Eufêmico jeito de dizer...
















Eu já expliquei para meu cupido querido que para quem nasceu com vocação para Ursinho Carinhoso ele tem que mirar aquela maldita flecha em outro lugar. Mas ele insiste na tradição...

domingo, 6 de outubro de 2013

Para a dor da alma não há mão que alivie...

Catarse

Queria uma máquina do tempo para fazê-lo parar e não ver meus dias idos com um pesar escondido atrás dos olhos.
Queria uma máquina do tempo para acelerar flashs que insistem em visitar a memória quando eu fecho os olhos, para fazer deles tão rápidos quanto uma ilusão de óptica.
Queria uma máquina do tempo para sumir em alguma dimensão e voltar aqui quando tudo estivesse diferente, distante das lágrimas que temperam amargamente o silêncio gritante dos minutos que não passam nessa noite fria.
Queria uma máquina do tempo para fazer dos meus cochilos sonos indefinidamente longos, já que as noites longas fogem de mim incansavelmente.

Me sentindo idiota

Burrice é mais do que uma faculdade mental, é algo enraizado no coração.

Infeliz involuntariedade

O sorriso das crianças é capaz de nos fazer esquecer de certos motivos para chorar. Mas quando elas vão embora, resta apenas nossa escuridão interior e a necessidade de dormir - tudo o que o corpo cansado de uma noite em pranto deseja, mas não pode ter, porque o frio que vem de dentro não deixa.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013



Brisa! Leve...
Leve consigo os anseios
Que caminham comigo

Brisa! Leve...
Leve o que achar que deve
Deste seu corpo amigo



Cê mente, coração?
Semente verão...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Na vida

Que tudo faça sentido
Além dos limites da razão...
E tudo seja sentido
Em cada canto do coração...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Às vezes eu olho para baixo e sou capaz de ver nuvens, de tão alto que as emoções viajam dentro de mim. Isso de certa forma dá um frio na barriga e um medo terrível semelhante àquela sensação de estar subindo uma montanha russa e a qualquer momento o carrinho vai a 100 km/h de braços erguidos e a garganta no máximo volume. Isso porque entre o medo, que é mente, e o arrepio, que se sente, eu fico com o arrepio perdendo o fôlego no meio de um beijo bom e abraçando até os braços perderem as forças. 
Cansei de tantas desculpas e tantos critérios de exclusão... Se tudo pode ser tão simples como não aguentar a ideia de ficar longe de um certo olhar e me entregar a seus braços em beijos inesquecíveis, por que não faria? Sem culpa... Sem pensar... Como o palhaço que ri feliz vendo poetas e cientistas tentando com palavras ou experimentos definir a felicidade, fito-me no espelho e vejo meus olhos sorrindo e brilhando mais quando acabo de abri-los e sentir o perfume dele em meus cabelos...
Quando uma conquista depende mais do outro do que de nós, resta-nos confiar em Deus.

domingo, 15 de setembro de 2013

Pequenos prazeres...

Acordar antes do despertador e descobrir que tem mais uma hora para dormir
Acordar bem cedo para caminhar com uma amiga no parque
Dormir tarde por ter amigos que nos mantêm acordados rindo até altas horas
Tirar o tênis na soleira da porta depois de um longo dia com ele nos pés
Chegar à porta de casa guiado pelo cheiro do almoço
Ver a mãe com o cabelo amarrado varrendo a calçada num fim de tarde
Pular no colo do pai quando ele chega cansado do trabalho
Brincar de pique-esconde com o irmão
Se sujar na terra com os vizinhos brincando até anoitecer e só voltar pra casa sob o grito da mãe
Escutar o som dos passarinhos, de água caindo, das ondas do mar
Ver o pôr-do-sol, andar de bicicleta, correr até doer e tomar um banho gelado em seguida
Deitar na grama, adormecer e ser acordado com o cachorro lambendo o pé
Guerra de travesseiros, ataque de cócegas, filme com pipoca ou brigadeiro
Abraço longo e apertado, olhar nos olhos de alguém que a gente gosta, rir de piadas aleatórias...

São pequenos prazeres que temperam nossa vida com uma sensação boa de estar vivo.

sábado, 14 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Medo:

É um sentimento que tolhe a gente. Egoista como é nos aprisiona em si e nos ausenta do que é bom.
Medo é um sentimento que não quero mais. E que venha também sem ele quem me faz sorrir e inspira paz.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A beleza das catedrais...

Por não saber conter o descompasso dos olhos, decidi doar minha água e meu sal a um anjo, criatura dedicada à mística divina mais sábia e obediente do que eu. Numa oração, pedi a Deus que me mostrasse o que há de belo em me deixar assim à deriva sem que haja consolo humano. Eis que em sonho o anjo me mostrou uma catedral lindíssima e no fundo do coração senti que em cada pedacinho de mosaico há muitas lágrimas de seus filhos e elas, sem saber que agora brilham, têm a missão e a graça de colorir os olhos dos que buscam um refúgio.  

Confusão cógnito-sensitiva

Me lembra aquela expressão: Falta um parafuso na cabeça de fulano.
Que história é essa de parafuso se tão difuso é o pensamento humano?

Pronto, falei!

E lá vem elas novamente vendendo convite para o Doctober Fest ou qualquer outra dessas festas "Tire o atraso, meu(a) filho(a)!". Eu sempre dou a mesma desculpa para não parecer antiquada, mas minha vontade mesmo era gritar: PQP, VOCÊS TODOS PERDERAM O JUÍZO? ENTÃO EU VOU A UMA FESTA, ENCHO A CANECA DE VODKA E SAIO DESFILANDO: PARA A CAÇA SÓ FALTA O RIFLE - SÓ QUE NÃO! DAÍ VEM UM CARA QUE EU NUNCA VI NA VIDA, PASSA A MÃO PELA MINHA CINTURA E ME AGARRA NO MEIO DO POVO COMO SE EU FOSSE UMA LATA DE CERVEJA, ME BEIJA COMO SE ME CONHECESSE HÁ UM SÉCULO, ME DEIXA NO CANTO COMO SE EU REALMENTE FOSSE UMA LATA DE CERVEJA - SÓ QUE VAZIA - E PARTE PARA OUTRA. E PIOR: EU AINDA ACHO GRAÇA NISSO E NA MINHA INSANA CONSCIÊNCIA PENSO QUE ESTOU "ABALANDO GERAL". POR FAVOR! Talvez eu seja muito estranha mesmo...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Às vezes, o coração mesmo vendado vê mais que os olhos atentos da razão...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Escolha:
Plante
E colha...

Se eu fosse Deus

Teria feito olhos com pára-brisa...
E um par de braços extra para abraçar em certas horas.

Talvez

O sol queira continuar o pique-esconde com a flor ocultando-se atrás das nuvens.
A primavera se encolhe sob seu vestido taciturna e chora pela paciência resignada: na espera de um nobre poeta continua reduzida a uma mera estação.

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Às vezes corta o coração...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

sábado, 31 de agosto de 2013

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013


Não é preciso ser perfeito
Se tens amor no peito
E vontade de viver...

É preciso ser fiel
Ver lindo lá no céu
O que Deus tem pra escrever...

E ter muita paciência
Que em toda nossa essência
Ele há florescer.

Existem 3 tipos de pessoa:

As que vivem no passado
As que vivem no futuro
As que vivem.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Indiferença

Ninguém canta, chora ou sorri por ela...


Palavras...


Existem palavras que caem bem num poema, declama-lo-emos na primeira ocasião! 
Existem aquelas que nos são úteis: sem outra pretensão... 
Outras, porém, trazem consigo a carga semântica do prazer! Mas o pudor de senti-lo por vezes nos obriga a deixá-las propositalmente esquecidas no fundo da gaveta. 
Não deixe seu melhor poema num rascunho se perder.  

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Jesus...

Tenho medo: meu coração anda distraído, pegou a razão pelas mãos e fê-la ninar. Não consigo e nem quero pensar; quero me perder naquele olhar como quem pedala à beira mar e esquece de tudo que dá medo, só vê o pôr-do-sol e sente aquela brisa no rosto, um momento de paz. Mas o medo ata-me de tal modo que eu fico até sem graça: nunca se sabe se vão cuidar do seu coração como quem cultiva um jardim ou se vão passar de novo feito um furacão e deixar tudo esparramado feito um caos eterno. Daí sobra pra você organizar e isso demora um bocado... Mas sabe qual é meu maior desejo? Contar até três, respirar fundo e me jogar nos braços do presente, abraçá-lo como se não houvesse amanhã e dormir sob sua proteção.  

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Lembranças...

Algumas tão distantes que mal posso visualizar. Outras tão próximas, mas que se esvaem num segundo qual poeira ao vento. Não vejo definição melhor para as estrelas que aquela dada por Antoine Saint-Exupéry toda vez que tenho alguns minutos para adormecer visualizando infinitos pontinhos de luz no céu à noite... Elas são sempre uma lembrança, uma divagação, são sempre alguém brilhando ali na noite escura para fazer nossos olhos cintilarem de saudade ou de uma expectativa vindoura. Há tantos cientistas debruçados em seus mistérios, tantos poetas se inspirando por aí e eu cá nesta noite em que posso ver apenas uma dentre tantas estrelas escondidas por esse céu nublado me alegro por uma lembrança feliz que me ocorreu ao fechar os olhos poucos segundos antes de adormecer.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Palavras extremas são sempre mentira quando o medo de sofrer é maior do que o desejo de fazê-las valer. Qualquer palavra de afeto, por mais boba que seja soa como música, um dogma doce e irrefutável quando nos doamos inteira e devotadamente ao outro sem nos preocuparmos em dizer porque fazemos.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sinto que não sou mais menina
Quando o vejo e meu peito dispara
Seu rosto meu olhar ilumina
Meu pensamento quase que para...


domingo, 4 de agosto de 2013

Espero pelo fim do dia
Em que vou encontrar
Seus olhos de noz
Segurar sua mão
Contemplar a lua
A sós.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Poesia não pensada

Ah, a lua...
Foi musa de tantos poetas
Guia de tantos profetas
Mas de nenhum deles
Pôde sentir o calor das mãos...
Talvez eu tenha um pouco mais de sorte
E não chegue antes do amor a morte
Para aquecer o coração

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Missão Universitária Ir. Henri Vergès


Oito dias. Apenas oito dias que me pareceram tão curtos em sua duração e tão longos nos ensinamentos que trouxeram. Embora eu já tivesse participado de inúmeros eventos da Igreja, vivido dias encantadores, todos eles são momentos que já se foram e ficaram estampados na memória e tatuados em algum cantinho do coração. Pertencem ao passado e jamais voltarão.

Eu postei no Face que sentaria para escrever mais sobre o Missão Universitária Ir. Henri Vergès e cá estou com o teclado e os dedos.

Como comentei ali em cima, não sou marinheira de primeira viagem; já se foram seis anos depois do primeiro acampamento que mudou o rumo da minha história por completo direcionando-me para uma trilha mais feliz e simples. Para quem me viu no Missão, deve ter pensado que eu sou uma manteiga derretida: não houve uma Missa em que eu não chorei. Talvez tenham pensado que estivesse com saudade de casa ou uma dificuldade qualquer por estar longe... Ledo engano! Se cada um pudesse colocar no papel o que sentiu naqueles dias, tenho certeza que muitos escreveriam mais e melhor do que eu, mas para mim o Missão foi uma viagem. Em todos as definições possíveis. Um deslocamento geográfico, um encontro com o outro, uma viagem em mim mesma - sobretudo esta última.

Confesso que o primeiro motivo que me atraiu ao Missão foi a possibilidade de me doar em algum projeto para esquecer um pouco a solidão que vivi nos primeiros meses da faculdade e eu achava que era só isso. Com as formações descobri que faria amigos e por último, já em Florianópolis, tive uma percepção de que estávamos ali para ouvir Deus em cada minuto, ver Deus em todos os rostos, agradecer a Deus especialmente naquela quarta-feira linda proporcionada de forma perfeita com inúmeras coincidências positivas para que tivéssemos um dia inesquecível marcado por fraternidade, garra, alegria e aventuras.

No Missão eu me senti pequena, do tamanho de um nadinha do qual as pessoas podem perfeitamente viver sem, do qual a paisagem não precisa para ser mais bonita, do qual as crianças não precisam para sorrir. E por ser tão pequena e ainda assim ser tratada com incomparáveis singularidade e carinho, me vi também como um pontinho do bordado do nosso avental da equipe "Amor ao Trabalho" - indispensável e insubstituível. A tradução de tudo isso em tempo real eram as lágrimas vertidas nos momentos de espiritualidade, na Missa, por excelência. E isso tem um significado muito bonito na minha história.

Creio que alguns saibam como é e outros tenham a sorte ou o privilégio de não ter a habilidade de vetar as próprias emoções. Eu sei fazer isso e por azar sei muito bem. O defeito da "técnica" é não saber como parar o processo que se desencadeia depois de iniciar os cortes. Geralmente, começamos a ignorar as sensações ruins para evitar sofrimentos e desestabilidades. Não percebemos, mas com as sensações ruins anuladas, também enviamos para o plano da insensibilidade toda oportunidade de sentir algo bom, pois a habilidade de viver intensamente que o ser humano carrega consigo é intrinsecamente unida como se tudo fosse um ímã e as alegrias e tristezas seus dois polos antagônicos. Eu precisei lançar mão da indiferença depois das primeiras provas da faculdade, porque meu estado emocional não estava colaborando com o rendimento estudantil, mas o medo era grande pois o caminho era sem volta.

O Missão foi o resgate que eu precisava, foi a viagem que precisava fazer para dentro de mim mesma. Cada gesto de afeto desinteressado, os sorrisos desmedidos, os cuidados comigo foram, um a um, desarmando todas as defesas com as quais eu havia chumbado meu coração cega e veementemente no início do ano. Esses oito dias restabeleceram em mim a espontaneidade, abriram meus olhos para os amigos que estarão convivendo comigo todos os dias até o final do ano com as mesmas resistências que eu havia criado para me defender. Trago no coração o sentimento e na mente o sentido desses oito dias: é daquela forma que devemos viver sempre. Sem pensar no que vão dizer, sem nos importar com julgamentos negativos, sem nos podarmos para evitar rótulos; porque todos esses "sem" que nos impõe o mundo à nossa volta ficam implícitos os sem alegria, sem fraternidade, sem riscos, sem vida...

Gostaria de agradecer mais uma vez a todos os organizadores, pastoralistas, monitores, a todos os responsáveis para que o Missão acontecesse. E a todos os que se fizeram presentes, MUITO OBRIGADA pela companhia adorável durante esses oito dias inesquecíveis e transformadores. Agradeço sobretudo a Deus por ter me guiado para estar na PUCPR e por ter apaziguado minhas dúvidas no momento em que eu poderia ter saído, por ter me mantido firme, embora, na época, insatisfeita em Curitiba. Não há nada mais latente dessa experiência de amor e solidariedade do que uma profunda gratidão. Que essa chama jamais se apague - e ela pode se apagar com muita facilidade se a gente se fechar. Que todos nós possamos ser um sinal, um rastro de bem.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

domingo, 30 de junho de 2013

Silenciosamente

Rego flores por toda parte
Em terrenos alheios...
À espera de uma terra grata e quente
Que queira em si um pouco de gente
E se ofereça em mais um pedacinho
Onde eu possa me plantar.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Coração não é terra de ninguém
Como dizem o guerrilheiro e o poeta

Coração é terra de alguém
Que mal chega e te completa. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Cedo são vistos como alegrias de um mundo inteiro
Os vícios que antes não tinham gosto nem cheiro

Sedução dos corações vacantes...



Frio

Porque sentir às vezes é tão...
Sem sentido.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Tic-tac

Dizem que eu ando por aí fria, petrificada. Digo que não, que nada.
Só estou amando ver o tempo passar feito a banda que a Carolina de Chico não viu; observando o tempo escorrendo nos relógios de Dali enquanto exerço minha tarefa ordinária de viver, simplesmente...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Movimento

Acordei pensando hoje...
Ok, é no mínimo interessante ver o que está rolando na rua, a galera se mobilizando para expor as ideias e condenar verbalmente o que tem sido feito de errado. Mas vamos às incoerências: as mesmas pessoas que condenaram a "cura gay" proposta por Feliciano são as que postaram deboches do Ronaldo por ele ter tido relações com travesti. Um tanto hipócrita, não? Outra coisa... Se é REALMENTE liberdade o que se quer, NADA de opressão a quem não concorda com o movimento. Em ambas as situações, não vejo a liberdade e o respeito à diversidade atuando.

É bom lembrar também que ser livre implica ter responsabilidade pelos próprios atos e esse comprometimento eu ainda não vejo nas manifestações. Temos direitos violados? SIM! 
Mas o que estamos dispostos a fazer para ter uma relação de honestidade recíproca entre nós e o governo coerente que desejamos ter? 

O pessoal diz que quer educação, mas qual é mesmo a média de leitura do brasileiro? Pelo menos 7 vezes menor do que a dos nossos vizinhos argentinos. Não é necessário estar dentro de uma sala de aula para estar com um livro na mão. 
O pessoal diz que quer melhores transportes públicos, mas quando a responsabilidade é individual, vemos que a grande maioria dos acidentes de trânsito são por negligência do condutor.
O pessoal diz que quer saúde de melhor qualidade, mas cadê a vontade de estudar para ser um bom profissional da saúde?

Isso não é "culpa do governo". É responsabilidade do cidadão. Se queremos ser tratados como cidadãos, devemos agir como tais.

É bom que fique bem claro que com direitos vem também uma porrada de deveres e eu quero muito ouvir da boca dos sequiosos por direitos se estão dispostos a arcar com seus deveres - que já deveriam estar sendo praticados muito antes de qualquer reivindicação de seriedade da outra parte. 

No meio de tanta gente que está gritando por aí só porque tem boas pregas vocais, eu sou apenas mais uma que grita aqui só porque tenho dedos e um teclado conectado à rede. Mas alguém que acordou pensando algo diferente hoje...

O que quer que seja feito, 
Que haja respeito
Em primeiro lugar.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

FINALMENTE!

Eu morro e não vejo tudo nessa vida... 
Finalmente um pouco de mobilização e que a coisa fique séria - bem séria. 


domingo, 16 de junho de 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Desdesejo

O mundo caindo lá fora e a pessoa tendo que desenvolver a habilidade de se concentrar nas provas que estão por vir como se vivesse no País das Maravilhas. Eu não queria abrir o guarda-roupas que abriga minhas defesas antigas, pois não saberei reabrir o zipper que eventualmente tolher-me-á dentro da couraça gélida. Mas por ora, será a única maneira de sobreviver: hibernar as emoções nessa caverna hipotérmica até que a primavera dê sinais com os primeiros passarinhos cantando para as flores. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Mimosa pudica


Ali num cantinho, onde o sol esqueceu de pentear os cabelos verdes da terra úmida na chegada do inverno, a rosa morreu de esperar o Principezinho voltar do seu (des)encontro com a Raposa em sua jornada galáctica. Em seu lugar, onde a rosa crestou suas pétalas entre beijos de seu astro luminoso e viveu seus últimos dias, brotou nova vida do encontro do pólen com o estigma trazido pelo fino bico dum beija-flor. Nasceu então a Mimosa pudica - em segredo - a um só par de mãos. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Nem sempre a natureza respeita o cronograma. Tão cedo, o inverno já abraça o outono e o sufoca com seu hálito cortante. A parte boa é que o vento frio traz na barra da calça, ainda um pouco distante, o perfume das flores e é por elas que eu espero - ansiosamente...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O reparo de coisas já feitas só se dá com novas atitudes. As palavras nada tem com nossa falta de coragem; são apenas murmúrios condicionais conjugados no futuro do pretérito disparados ao vento.

12:00h. de Quinta


Hoje o dia foi corrido: típico de quinta-feira - e de quase todos os dias nesse período letivo que em verdade estou amando. 
Cheguei em casa correndinho, liguei uma música agradável, preparei meu prato, coloquei no microondas e fiquei dançando com a vassoura e cantando no cabo da colher. Daí eu e o prato nos encaramos. Já tive melhores, já tive piores, já não tive e por vezes ao tê-lo o recusei. Gozado ver que a mesma sensação se dá com o dia: houve melhores, piores e tantos bilhões deles antes de eu aterrizar por aqui nesse planetinha no mínimo encantador. Nesse blá blá blá só posso me assegurar de uma coisa para com o prato e o dia: aproveitá-lo com os cinco (e até um eventual sexto!) sentidos ávida ou ponderadamente, porém intensamente, me parece ser a forma mais saudável e feliz de fazê-lo. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Devem ter sido as orações da minha mãe ou as aventuras de sábado que me recuperaram o ânimo. Ou tudo isso junto num pobre corpo que havia dias andava dolorido, ingrato e indiferente a tantos motivos para sorrir.

domingo, 28 de abril de 2013

Só quero a liberdade de vomitar no vento palavras mal digeridas que por vezes não me fazem bem. Ou florescer sob a sombra como um pequeno botão de luz a aquecer algum coração com o poder que bobas e pequenas palavras ganham quando tem vida dentro de alguém.