domingo, 23 de novembro de 2014

Catarse (03/out)


Sinto uma tristeza e um pavor imensos quando vejo gente, em nome de uma "livre expressão", ser altamente intolerante à opinião alheia só porque essa lhe ofende ou lhe soa antiquada demais. 
Isso ocorre o tempo todo. A impressão que tenho é que para ser livre mesmo (ou poder ter essa doce ilusão) é necessária uma licença poética das boas ou um status de comediante, porque ultimamente uma opinião diversa - especialmente a de caráter mais conservador - a respeito de assuntos polêmicos tem sido tachada primeiramente como preconceito, depois como intolerância e por fim, depois de pauzinhos mexidos: crime. 
Em outros tempos, dir-se-ia que pensar diferente era heresia e o diferente seria queimado na fogueira; mais recentemente nos regimes ditatoriais, sujeitos com ideias dignas de censura sofreram torturas severas. Hoje, só mudou o nome para "politicamente incorreto", mas essa convenção sutil de certos padrões de opiniões me parece carregar o mesmo estigma das duas primeiras colocações, mas pior: estão fomentando ódio e intolerância em nome da diversidade e da liberdade - o que soa bastante perigoso porque nem todos veem e paradoxo por natureza. 
Não, não disponho de embasamento teórico para o que acabo de escrever, é apenas fruto de uma observação - talvez bastante limitada - de minha parte; precisava desabafar.

Diálogo:

Se converso?
Só com verso...

domingo, 27 de julho de 2014

Alegrias custam caro

Todo sacrifício, se por um bem maior, vale à pena.
Se vai lhe render uma bronca de alguma autoridade a noite que virou acordado com o som alto compartilhando o momento da realização de um grande sonho de amigos queridos enquanto deveria estar estudando; se será punido por ter jogado o tempo fora andando de bicicleta com alguém que ama de verdade. Se ficou horas bobo brincando com os primos pequenos, vendo o pôr-do-sol curtindo a preguiça dos bichos indo se recolher nalgum recanto seguro sob a noite que vem. Todo mundo tem seu tempo, seus compromissos. Mas todos precisamos de um tempo para nós: ora mais, ora menos. Estou no mais... Precisando e vivendo dos grandes aos pequenos momentos. Isso me custa noites de sono (e a de hoje é só mais uma delas) para honrar aquilo que me propus, mas que seria eu a propor algo se não eu mesma que necessito também dessa outra parte que me consome e me completa?  

quinta-feira, 12 de junho de 2014

simples

Dia dos namorados?
Nunca passei acompanhada
Pois para cada passo dado
Deve haver uma esperança
Sonhar com os olhos do amor
No olhar de uma criança
Não um caminhar mirando o nada.

Engraçado haver tanta tristeza
Na gente desacompanhada
Pois eu digo, amigos:
Há de ter certa clareza
Ao botar o pé na estrada

A Deus, não peça o príncipe
Ou a princesa encantada
Peça alguém que ame
E por quem se sinta amada
E que por vezes até reclame
Mas não queira mais nada
Alguém que traga paz
E uma alma iluminada.

domingo, 8 de junho de 2014

Ir e vir
São dois vetores
No mesmo caminho
Um te traz amores

O outro te deixa sozinho. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Play!

É preciso correr para descansar
Paixão para depois amar

É preciso um sacrifício, arriscar
Pra algo ganhar

Não há o que perder
Sem se jogar





Um sonho bom

- E quando não tiver mais emoção?
- Ainda assim teremos um ao outro.

Ele me olhou desanimado.

- O coração não mais acelerado
É a paz de te ter ao meu lado, amor.

Nunca o vi sorrir assim...

terça-feira, 20 de maio de 2014

São verdes os olhos que paralisam meus pensamentos num segundo congelado de uma imagem suavemente quente atravessando meu espírito. 



segunda-feira, 12 de maio de 2014

sábado, 19 de abril de 2014

R.

Eu só desejo
Que em tuas palavras
Haja um ensejo
Um sentido
Maior que um beijo

Que em teus olhares
Certa pureza
Em gestos vulgares
Certa leveza

Uma saudade que aperta
Em seis dias
Uma coisa é certa:
Mais um beijo.

E outro, talvez
E mais uma vez
Ou quem sabe três...

quinta-feira, 10 de abril de 2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

sábado, 8 de março de 2014

Onde a burocracia é tanta
Que em si mesma é esparramada:
A burrocracia se planta
No cultivo do nada.  

sexta-feira, 7 de março de 2014

Quantas pás
Cheias de terra
Um jardineiro
Co'alma em guerra
Precisará erguer
Para conquistar
A paz?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Tu nem sabes, querido,
Te olhando assim distraído
Tenho calado meu desejo
Declarado de ficar só...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Se quero amor? Não. Eu quero paz. Só isso.
Eu explico o motivo, mas parece que estou falando grego quando digo que só quero paz. Ele é forte, foi vivido intensamente e creio que versos sobre o que aconteceu são melhores que minhas pobres explicações truncadas:

"...Pode ser que o amor me esbarre na calçada
Pode ser que eu cruze a rua
Pode ser que o amor me mate à queima-roupa
Ou me mate à conta-gotas
Pode ser que o amor me deixe a sós com as traças
E que a vida contribua..." 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Breathing...

Será que ele também me inspira
Assim como eu o inspiro?

Te inspiro, te aspiro, te suspiro...


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Neste ano eu quero paz. 
E que ela venha sozinha varrendo os cabelos de um passado estéril que ficaram jogados no chão da sala
Que ela venha amiga e simples
Não quero esquentar a cabeça de tanto pensar no que se basta ao sentir
Um olhar sincero, um coração decidido, um abraço apertado, um sorriso largo, um beijo quente
Coisas que não encontrei por aqui nem por ali
- não num único pacote de carne e alma
Essas minhas coisas abandonei ancoradas no cais do peito por não ter um rumo certo.
Então mergulhei desnuda no mar dos sonhos.