domingo, 23 de novembro de 2014

Catarse (03/out)


Sinto uma tristeza e um pavor imensos quando vejo gente, em nome de uma "livre expressão", ser altamente intolerante à opinião alheia só porque essa lhe ofende ou lhe soa antiquada demais. 
Isso ocorre o tempo todo. A impressão que tenho é que para ser livre mesmo (ou poder ter essa doce ilusão) é necessária uma licença poética das boas ou um status de comediante, porque ultimamente uma opinião diversa - especialmente a de caráter mais conservador - a respeito de assuntos polêmicos tem sido tachada primeiramente como preconceito, depois como intolerância e por fim, depois de pauzinhos mexidos: crime. 
Em outros tempos, dir-se-ia que pensar diferente era heresia e o diferente seria queimado na fogueira; mais recentemente nos regimes ditatoriais, sujeitos com ideias dignas de censura sofreram torturas severas. Hoje, só mudou o nome para "politicamente incorreto", mas essa convenção sutil de certos padrões de opiniões me parece carregar o mesmo estigma das duas primeiras colocações, mas pior: estão fomentando ódio e intolerância em nome da diversidade e da liberdade - o que soa bastante perigoso porque nem todos veem e paradoxo por natureza. 
Não, não disponho de embasamento teórico para o que acabo de escrever, é apenas fruto de uma observação - talvez bastante limitada - de minha parte; precisava desabafar.

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