Por não saber conter o descompasso dos olhos, decidi doar minha água e meu sal a um anjo, criatura dedicada à mística divina mais sábia e obediente do que eu. Numa oração, pedi a Deus que me mostrasse o que há de belo em me deixar assim à deriva sem que haja consolo humano. Eis que em sonho o anjo me mostrou uma catedral lindíssima e no fundo do coração senti que em cada pedacinho de mosaico há muitas lágrimas de seus filhos e elas, sem saber que agora brilham, têm a missão e a graça de colorir os olhos dos que buscam um refúgio.

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