Que me parece o silêncio, quando minha mente ferve em
pensamentos e emulsiona cada um deles numa mistura caótica de boas e más sinapses,
senão uma inquietação? Uma larva que, posta dentro da goiaba, alimenta-se da
massa clara que há dentro do fruto – sem saber que é clara. Mas ainda sem saber
o que há lá fora (ou mesmo a definição de dentro e fora), ela caminha
ansiosamente para o ponto extremo de sua partida e encontra o fim – ou seria o
começo? Encontra a luz entre os dentes de uma boca. Estupefata com o
desconhecido, tem maior surpresa ao ver a si mesma. Quão pequenina, desprovida
de beleza, pobre e sem valor. Diante de quem? Diante de quê?
Diante do silêncio inquieto de onde nascera, é nada menos
que o infinito.
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