Deixá-los no fundo do armário, escondidos, intocáveis.
Tudo o que eu sempre quis, foi ver meus sentimentos engolidos e corroídos pelo suco gástrico ao invés de sair leves pela boca ou pelos dedos em forma de som ou de tinta, dando ao papel um significado.
Tudo o que eu sempre quis, foi ver minha forma de carinho sendo diminuída ao tamanho da imaturidade, ter horas de pensamento em rimas jogados ao chão.
Tudo o que eu sempre quis, são pequenos sadismos que me matam por dentro e, se no final dessa fase ainda restar um pouquinho de mim, que eu renasça com um pouco mais de liberdade e me esparrame por aí como - na verdade - sempre quis.
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